Sinta-se abençoado por estar no Rio. A cidade é maravilhosa também no quesito agitação cultural
e tem muitos programas a preços bacaninhas. Fique ligado e se prepare para pôr os pés na rua...

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Arraiás tomam conta da cidade

No mês dos santos mais famosos da igreja católica, Santo Antônio, São João e São Pedro, acontecem por todo o país inúmeras festas juninas. Pelo Nordeste, as comemorações são tradicionais; literalmente datas que são comemoradas religiosamente. Infelizmente nós aqui no Sudeste ficamos à mercê do que tem de melhor nestas festas, como as pomposas quadrilhas e comidas típicas para caipira nenhum botar defeito. (Saiba mais sobre festas juninas)

Apesar de não sermos privilegiados, há algumas festas que resistem e insistem em resgatar essas tradições. É o caso da festa do grupo Maracatu Brasil, que acontece neste sábado (27 de junho) em Laranjeiras e da “Festa Junina Tipicamente Caipira”, em Santa Teresa no sábado e domingo (dias 27 e 28).

Em Laranjeiras, o arraiá começa às 15h e vai até 22h. Na programação, dança afro, percussão, literatura de cordel, banda Verso e Prosa, blocos “É do Pandeiro” e “Céu na Terra”. Este último para os amantes dos blocos carnavalescos matarem a saudade do Carnaval de rua da cidade maravilhosa. (ouça algumas músicas cantadas pelo bloco)

O "Céu na Terra" também vai animar Santa Teresa no sábado às 21h. Por lá, a festa também começa 13h, tanto sábado quanto domingo, e vai ter, dentre outras atrações, brincadeiras típicas, como pau de sebo e quebra pote, além de almoço e DJs. (Conheça algumas letras de músicas de festas juninas)

Ponha seu chapéu de palha, costure bandeirinhas na sua calça velha e não perca o casamento na roça, sô!

Clique nos flyers para saber mais sobre cada festa:


quarta-feira, 25 de junho de 2008

Alanis Morissette desembarca na Lapa

A canadense Alanis Morissette é a musa inspiradora do especial da próxima Paranoid Android nesta sexta-feira (27 de junho) no Cine Lapa. A festa acontece duas vezes por mês e divide o espaço da casa noturna com a Ultrapop. São dois ambientes para os amantes da mais fina flor do rock e do Pop mundial.

A festa é uma das principais do Grupo Paranoid Android, também responsável por outras de sucesso na cidade como a Ultra Lovecats, Cliperama e Starfuckers (veja fotos da festa). Ela começou atraindo aqueles que recém-conquistaram o título da maioridade para a extinta Bunker, reduto daqueles que saiam em busca dos chamados lugares alternativos na cidade.

Não pense que você vai ouvir Alanis a noite toda (se bem que eu não me importaria nenhum pouco) (confira clips da cantora). São tocadas músicas do homenageado entre intervalos das demais músicas do repertório do DJ Buba.

É uma pedida para sair da mesmice das opções de casas noturnas na cidade, em um bairro que dispensa apresentações de prés e pós-nights e que atrai quem está interessado em ouvir uma boa música e se divertir com os amigos.


uma das minhas preferidas da canadense:

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Noite de histórias no Centro da cidade

Que o Centro do Rio é histórico ninguém tem dúvidas. As fachadas dos inúmeros sobrados, os becos e as construções que remetem ao período colonial não enganam (veja fotos). Muita dessa herança se deu pelo fato de a cidade ter se sido a capital do país até início do século XX. Há histórias a cada quarteirão percorrido.

E para contá-las, o Departamento de Geografia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) realiza periodicamente visitas guiadas pelo Centro da cidade. Elas acontecem de dia, de noite, na área central ou na área periférica. Como a que acontece nesta quinta-feira (18 de junho) e que ganhou o nome de “Roteiro Noturno do Centro do Rio a pé”.

A mecânica é simples: o professor João Baptista Ferreira de Melo vai percorrendo trechos pré-determinados, juntamente com alguns de seus bolsistas do projeto e aqueles que se inscreveram previamente pelo e-mail
roteirosgeorio@uol.com.br.

O passeio começa às 20h50 no Adro da Catedral Presbiteriana, próximo a Praça Tiradentes e dali vai seguindo pela área do Real Gabinete Português de Leitura, Teatro João Caetano, território da Daspu, Avenida Gomes Freire, Rua do Lavradio, Avenida Mem de Sá, Rua do Riachuelo, Rua Joaquim Silva e encerrando na Sala Cecília Meirelles.

O trajeto dura em média três horas. Parece cansativo, mas as histórias contadas de cada trecho percorrido despertam a atenção dos presentes. Sob o gogó do professor João, dá para conhecer as peculiaridades de cada local, figuras marcantes que ali viveram e fizeram história. É cultura no cair da noite. (confira entrevista sobre o projeto na TV Brasil)

terça-feira, 17 de junho de 2008

Cachaça, cinema e música no Odeon

Nesta quarta-feira (18 de junho) acontece mais uma edição do Cachaça Cinema Clube no Odeon, na Cinelândia, Centro da cidade. O evento que acontece geralmente na segunda quarta-feira de cada mês reúne curtas-metragens, degustação de cachaça e pista de dança.

Desta vez o tema da sessão é “
Mestres da Pornochanchada”. Serão quatro produções, duas de Ludwig Von Papirus (“A verdadeira história do Brasil” e “Sexo na Casa Branca”) e outras duas de David Cardoso (“O pasteleiro” e “Punks”).

Como em edições anteriores, a exibição dos curtas vai durar em média uma hora (1h15min). Logo após, é bom correr para o hall do Odeon para pegar a cachaça que é imensamente disputada e distribuída em pequenos copos (a de gengibre é uma das minhas preferidas).

Devidamente ‘encachaçado’ vá ao hall do segundo andar do cinema (se conseguir subir as escadas) e caia na dança com música brasileira de primeira qualidade. É beber, cair e levantar!

terça-feira, 10 de junho de 2008

“Três irmãos de Sangue” na Lapa

O mais novo cineclube da cidade, o Espaço Cinema Nosso, que fica na Rua do Rezende, 80, na Lapa, exibe hoje gratuitamente a partir das 18h o filme “Três irmãos de Sangue”.

O longa brasileiro, de Angela Reiniger, conta a história dos irmãos Herbert de Souza, o Betinho, Chico Mário e Henfil, todos hemofílicos que contraíram AIDS após transfusão sanguínea.

O documentário conta com depoimentos dos irmaõs que vão se juntando a falas de pessoas que conviveram com os três. A diretora tenta passar uma imagem de que mesmo diante de dificuldades é possível sonhar com dias melhores. A narração vai passando pelo convívio que eles tinham em família e fora dela. (confira o trailer)

Se você acredita que sua vida não está nada, nada legal, vai pensar melhor antes de achar qualquer coisa!

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Será ideal mesmo?

Os gays certamente já ouviram falar do Cine Ideal. É a Meca da comunidade GLBT: todo gay acaba indo para lá pelo menos uma vez na vida, nem que seja contra a própria vontade (comemoração do aniversário de um amigo, por exemplo).

O Cine Ideal é uma boate GLS que fica no Centro do Rio. São três andares e dois ambientes de música. As festas por lá acontecem religiosamente às sextas e sábados (em vésperas de feriado a casa faz edições especiais).

Nas sextas, quando rola a festa Habeascorpus, é constante ver a fila para entrar dobrar a esquina da Rua da Carioca com a Avenida Passos. O tempo entre entrar na fila e entrar na casa, passa de uma hora facilmente. Já sábado (que não tem uma festa fixa) a fila não é tão grande, mas também não é para ser desmerecida. Perde-se, no mínimo, meia hora do lado de fora.

Com tamanho infortúnio para fazer parte dessa festa, por que será que o local continua sendo uma das casas noturnas de referência para os gays cariocas? (outros lugares gays pela cidade)

Um bom motivo, certamente é a bebida liberada (ou ‘open bar’ para quem preferir). Duas palavras que se juntas fazem os olhos de qualquer um brilharem. Em qualquer dia de festa por lá, cerveja (Itaipava), refrigerante (Coca-Cola, Fanta Laranja e outros), água (não importa a marca), vinho (Cantina da Serra) e gummy (aquela bebida feita de suco de frutas e álcool) são servidos à vontade até 5h.

Na verdade não tão à vontade, porque em alguns dias há verdadeiras batalhas para se pegar um copo (mas no final, dá para beber o quanto quiser). Só não há dificuldade para ‘encher o tanque’ na área VIP, que fica no segundo andar e só existe aos sábados. Por lá há mais opções de bebidas, como Red Bull e wisky, mas em compensação a entrada é mais cara (R$ 40 contra R$ 18).

No Cine, o calor é muito grande. Pode estar fazendo o frio que for do lado de fora que lá dentro vai estar um clima de sauna (por isso alguns chamam a casa de inferno). veja fotos

E não é só a bebida que agrada os gregos e troianos do Cine Ideal, a música também. Na pista principal, no térreo, é bate-estaca a noite toda. Já no terraço (o terceiro andar), o DJ Great Guy (da festa Soundtrack) toca de tudo (Música pop, funk e até Xuxa). É no terceiro andar também que muitos correm para pegar um ar e sentar nas cadeiras que estão por lá para conversar sem berrar, o que é difícil no primeiro ambiente.

Prós e contras e motivos para estar por lá sempre e ao mesmo tempo nunca botar os pés na casa. Talvez seja essa diversidade que faz o Cine continuar cheio do jeito que ele é. Diversidade também vista no público presente. Além de todos os ‘tipos’ de gays que vão pra lá, há também uma maciça presença de heterossexuais (o “S” que completa “GL”).

Ideal ou não, eu saio do Cine dizendo que nunca mais volto e algumas semanas depois já me pego marcando com os amigos uma ida pra lá.