Nasce uma nova roda de samba na cidade e ela já mostra que veio para ficar. É que toda quinta-feira (rigorosamente, faça chuva ou faça sol) uma turma se reúne para tocar clássicos do samba na Lapa. A roda acontece por volta das 22h no bar Novo Centro na Rua Silvio Romero, subida para Santa Teresa.
O Novo Centro era chamado de ‘bar da ladeira’ antes mesmo do novo e oficial Bar da Ladeira pintar no bairro, embora ainda hoje alguns boêmios de plantão continuem a chamá-lo da forma como era conhecido.
Percebe-se pelas caras dos que fazem o batuque, que quase todos nem sonhava em nascer quando o repertório que cantam era escrito. A média de idade não deve passar dos 25 anos.
O grupo fica numa mesa e quem quiser ouvir e cantar vai chegando junto. Apesar de as músicas já serem escolhidas previamente, sugestões são bem aceitas. É só gritar “toca fulano de tal” que eles dão um jeito.
Como a roda já atrai dezenas de pessoas, um amplificador é usado para que todos possam ouvir o que é cantado. Mas mesmo assim, a voz de quem está cantando fica muito baixa. A saída é se aproximar da mesa, achando um cantinho para curtir o samba de pertinho, o que não é difícil, apesar do grande número de pessoas presentes.
quarta-feira, 28 de maio de 2008
A multiplicação das rodas de samba
segunda-feira, 26 de maio de 2008
“Os Produtores” até final de junho no Vivo Rio
Os cariocas vão ter mais tempo para curtir o espetáculo “Os Produtores” em cartaz no Vivo Rio desde o início de abril. A temporada no Rio estava prevista para acabar em 1º de junho, mas foi estendida até 29 de junho.
A peça, que tem a frente Juliana Paes, Vladimir Brichta e Miguel Falabella, é baseada no musical de Mel Brooks e Thomas Meehan, montagem que mais tempo ficou em cartaz na vitrine dos espetáculos dos Estados Unidos: a Broadway.A versão brasileira, dirigida por Falabella, é uma verdadeira superprodução. Por ser um musical, aspectos que vão além de uma boa atuação, ficam evidentes. No entanto o trio soube dar conta do recado, apesar de alguns escorregões da Juliana Paes. O chamado ‘elenco de apoio’ faz uma ótima atuação.
Dos que comandam o enredo, vale um destaque para Vladimir Brichta, que soube de uma maneira ímpar dar vida ao personagem Leo Bloom. Brichta tem uma presença de palco excelente, seja atuando, cantando ou dançando. Pena que os papéis que lhe são dados para que faça na TV não explore todo o seu potencial.
Os preços para o espetáculo variam de R$ 150 aos mais baratos R$ 30 (R$ 15 a meia). Fica aqui uma dica de que pagar mais do que R$ 15 vale a pena. Estes preços mais baratos são para os camarotes B, que na casa de espetáculos são chamados de balcão.
Se você for encarar os ingressos mais baratos, se prepare para ter que se esticar em vários momentos do musical para não perder a história, já que o Vivo Rio se mostra que não é o melhor lugar para peças teatrais. No balcão é fácil encontrar cabeças na sua frente, as cadeiras não são tão confortáveis e os garçons servem às mesas durante todo o espetáculo, fazendo um incomodante ruído no chão quando passam.
O marinheiro de primeira viagem aqui soube só no final do espetáculo que a mesa do camarote fica solta e poderia ser colocada em um lugar mais apropriado para que não atrapalhasse sua visão. Chegar mais cedo também é extremamente favorável para uma boa visão. O lugar no camarote é garantido pelo ingresso marcado, mas não os melhores dos setes assentos disponíveis (se é que eles existem!) em cada um.
Pra quem pagou R$ 15 fica a sensação de que pagar seria uma boa. Mas se mesmo assim você quiser economizar para não perder a produção, vale à pena!
sábado, 24 de maio de 2008
Pegando uma Lapa
- Vamos pra Lapa?- O que tem lá?
- A Lapa!
Geralmente essas são as palavras que troco com os amigos horas antes de estar no bairro mais boêmio da cena carioca. Ir para lá não é igual a você se programar para curtir um show, pegar um cineminha ou dançar em uma boate. Não precisa ter um motivo ou o propósito de fazer alguma coisa. Basta ir e aproveitar. E você vai encontrar muita coisa para ser aproveitada.
Hoje a Lapa cresce em progressão geométrica. São novas casas noturnas, sinucas, bares e botecos que se espalham e vão se juntando a diversidade de opções que o lugar já coleciona. Não foi à toa que a foto escolhida para ilustrar o blog retrata o bairro.
Então, tá sem nada para fazer? Dê um pulo na Lapa. Beber no depósito (chamado pelos amigos de "bebe em pé") ou "zanzar" pelas barraquinhas que ficam entre o Circo Voador e a Fundição Progresso valem uma passada por lá.
domingo, 18 de maio de 2008
Para quem não tem vergonha de ser pop
Você é pop e não tem vergonha disso? Então precisa reservar um espaço na sua agenda para ir a Ultra Lovecats (ULC). São mais de dois anos de festa, que sempre homenageia uma figura carimbada do pop music. Na próxima edição, que acontece nesta quarta-feira (21 de maio) no Clube Israelita Brasileiro (CIB), em Copacabana, é a vez das boy bands serem celebradas. A maioria delas está extinta, mas suas produções ficaram.
No repertório dos DJs Buba e Fabrizzio tem de tudo. De música alternativa até as que não param de tocar nas rádios (veja aqui algumas das mais pedidas). O que chama a atenção na ULC é o clima de diversão que os presentes fazem questão de manter. Apesar de ser considerada uma festa GLS, há de tudo. Os gays são maioria, mas não pense que você hetero não vai ter chance por lá (confira fotos de edições anteriores).
O ponto fraco da festa, e sempre foi, mesmo em edições que aconteciam no Cine Lapa, na Estudantina Musical e na Fosfobox, é o calor do ambiente. Os aparelhos de ar condicionado não dão vazão e você certamente vai sair de lá um tanto quanto encharcado. Mas dá pra dar uma escapulida e tomar um ar na área externa do salão do CIB.
Ficou interessado? Saiba mais sobre a festa no site dos organizadores (Paranoid Android) ou na comunidade da festa no orkut.
Documentando
Os amantes e os simpatizantes de fotojornalismo não podem perder a exibição do documentário “Abaixando a Máquina” na Faculdade de Comunicação Social da Uerj nesta segunda-feira (19 de maio) às 18h30. Logo após o filme, vai haver um debate com Márcia Foletto (O Globo), Alexandre Sassaki (O Globo), Carlo Wrede (O Dia), Domingos Peixoto (O Globo), André Teixeira (O Globo) e Guillermo Planel (fotógrafo e diretor do documentário).
Ainda não vi o documentário, mas deixo aqui uma dica de crítica feita no blog do meu colega Alexandre Costa, apaixonado por fotografias. Ele assistiu a pré-estréia do documentário na PUC, há algumas semanas. Em seu post, Alexandre fala do enredo do filme e também discute algumas questões levantadas no documentário. Palavra de quem entende!
confira o trailer:
